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Ela já foi a única piloto feminina da Stock Car e continua correndo no meio do “clube do bolinha” na Copa Pick Up. Fernanda Parra é um exemplo de mulher que desfaz o mito “mulher ao volante, perigo constante”.

Com 28 anos, ela faz bonito nas pistas que divide com homens que não têm dó de pisar fundo para competir com o sexo nada frágil. Em entrevista para o Charme ao Volante, Fernanda conta um pouco sobre sua carreira.
 
Confira a entrevista com Fernanda Parra, piloto de sucesso da Copa Pickup. Por Suellen Braga em 2008-07-22 00:00:00
Fotos de assessoria.
Conte um pouco a sua história no automobilismo?

Comecei em 2004. Nesse ano, fiz três corridas de corsa no Paulista de Marcas e Pilotos. Em 2005 e 2006, corri de Omega no campeonato Paulista de Força Livre e fiquei em 4ª e 2º lugar, respectivamente. Em 2006 e 2007, andei de Stock Light e em 2008 comecei na Pickup Racing.

O que você teve de abdicar para se tornar uma competidora de sucesso?

Acho que nada. Eu gosto muito de correr, então qualquer coisa ou esforço que eu faça vale a pena.

Você compete junto a outros pilotos, certo? Como é ganhar deles?

Eu acho que de macacão e capacete todos são pilotos, independente de ser homem ou mulher.

Qual é a diferença do comportamento da Fernanda Parra dentro e fora das pistas?

Fora das pistas eu sou bem tranqüila...

Quais são as vantagens e desvantagens de ser uma mulher nesse meio?

Não acho que há nem vantagens, nem desvantagens. Acho que é tudo igual. Depende mais do seu preparo, treinamento, do seu carro e etc.

Como são feitos os treinamentos para preparo antes das competições?

Não há treinos coletivos. Somente no final de semana da corrida, então a gente acaba treinando muito pouco porque só tem oito corridas no ano. Quando dá, eu ando de kart para não ficar parada.



Quais são as maiores dificuldades durante uma competição?

Acho que é controlar a ansiedade até o final da corrida.

O que faz para manter o corpo e a mente em boa forma?

Faço academia e corridas a pé.

É possível ter charme ao volante mesmo quando a temperatura durante a corrida atinge mais de 40 graus? O que você faz para se adaptar nessas situações?

Realmente, o carro fica muito quente. Já medimos 60 graus uma vez no Rio. O mais complicado é manter o foco e a concentração mesmo com esse calor.

O que acha do provérbio “mulher ao volante, perigo constante”?

Não é verdade!!

Como a Fernanda Parra dirige fora das pistas?

Rápido quando estou com pressa ou atrasada. Senão, sou tranqüila.

O que é ter charme ao volante para você?

É não deixar a vaidade de lado mesmo quando estamos guiando!



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