Foi por acaso que Frida lançou a moda que virou sua marca pessoal. Ao longo de sua vida (1907 – 1954), a artista contraiu poliomielite, que ocasionou uma lesão crônica em seu pé, e sofreu um acidente que a fez usar coletes ortopédicos até seus últimos dias. Diante das circunstâncias, Frida optou por usar roupas que disfarçassem suas debilitações, como saias longas volumosas e diferentes tipos de huilpil – uma espécie de túnica de linho bordada e comprida.
Ainda na época, ponchos e cháles também eram peças-chaves no guarda-roupa de todas as chicas mexicanas. E todas tinham um mesmo propósito: colorir para seduzir! No passado, os tecidos eram pintados com elementos da natureza, tais como plantas, flores e anilina, um composto orgânico com coloração amarelada. E os tecidos eram feitos de algodão, lã e seda.
Assim como a natureza estava presente na vida das mexicanas, seus símbolos também eram estampados nas roupas. Flores, pedras, animais, entre outros elementos “verdes” sempre ganharam vida na moda mexicana. Hoje, basta olhar para um vestido com babados e bordados para identificar a tendência nas coleções que têm estampado as vitrines dos shoppings mais chiques do Brasil.
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As peças must-have variam entre novas versões de huilpil que aparecem mais curtas – claro – e cháles com tonalidades vivas que são “a cara” do verão, como ilustra o vídeo do desfile da Cori para 2009. Detalhe para as peças que levam plaquinhas de metal de diferentes formas, e para as batas de linho que levam desenhos de flores coloridas. Ambas são práticas e ideais para usar tanto como saída de banho na praia como em baladinhas informais.
Já para os eventos mais sofisticados, a tendência recebe influências das pedras preciosas que são representadas pela cor dourada. Os babados e bordados continuam, porém, de uma maneira mais conservadora – menos colorida – e feitos com linhas e tecidos cor de ouro e terra. Uma ótima pedida para a produção de reveillon, principalmente os modelos brancos e champanhe!
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