Anne Dias Muitas pessoas acreditam que devem se preocupar com o orçamento somente quando têm problemas financeiros. Mas não é bem assim. O ideal é evitar que as dívidas cheguem até você. Para isso, uma boa organização é o passo principal para conseguir manter-se em dia com as contas.
Segundo a jornalista especializada em finanças pessoais Anne Dias, para ter sucesso no controle do dinheiro é necessário fazer um bom planejamento. Para isso, é preciso colocar no papel todos os seus ganhos e gastos. “A pessoa tem que ter consciência de quanto ganha, para saber o quanto pode gastar”, afirma.
Controle do orçamento
O primeiro passo é saber qual é a sua renda líquida – o que sobra do seu salário após os descontos, de vale-alimentação, transporte e Imposto de Renda. Depois disso, é importante anotar todos os gastos. “Claro que não dá para anotar tudo. Anote os gastos maiores e para os menores coloque uma idéia de quanto foi”, indica a especialista.
Para facilitar, faça uma tabela com duas colunas. Na primeira, coloque os ATIVOS, ou seja, tudo o que gera dinheiro, como salário, caderneta de poupança, herança, entre outros. Na segunda coluna, vão os PASSIVOS, que são os gastos em geral. Embaixo da tabela, faça a diferença entre as duas colunas e visualize se o valor obtido está dentro do orçamento.
O que é preciso cortar?
Se os seus gastos estão maiores que a receita, você precisa arrumar a situação. De acordo com Anne, nem sempre é necessário cortar gastos. Para ela, dependendo da ocasião, ter um maior controle não significa eliminar de vez os supérfluos, mas sim diminuí-los. “Por exemplo, em vez de ir à manicure quatro vezes ao mês, diminua para três ou duas vezes. Assim, você continua bonita e consegue economizar”.
Qual o valor da reserva?
Para conseguir manter um bom orçamento, o ideal é guardar pelo menos 10% do salário líquido por mês. É importante guardar dinheiro, porque no caso de desemprego, você tem uma reserva. A reserva ideal, segundo Anne, é ter a quantia referente a seis meses do seu salário.
Como se livrar das dívidas já adquiridas?
Quando as dívidas já foram adquiridas, é importante saber o motivo que fez com elas chegassem até você. “Depois de descobrir o porquê desse problema, é ideal que haja uma conversa com o credor para saber exatamente quanto ele irá te cobrar e como será a negociação”, diz Anne.
Sabendo o valor, é hora de fazer contas. Analise quanto você tem, quanto pode pagar e se tem o dinheiro para pagar à vista. Por fim, faça a contraproposta. “Normalmente, os credores gostam de negociar e aceitam esta contraproposta”. Mas se isso não for possível, vale negociar o pagamento a prazo ou tentar apelar a algum investimento feito para o futuro.
É importante lembrar que o ideal é preparar o planejamento para não cair em dívidas, pois nem sempre é fácil se livrar delas.
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