A baixa autoestima preocupa principalmente quando interfere diretamente na vida da pessoa. Isso acontece quando a mulher não sente prazer na vida, tem melancolia e baixa autoconfiança. Em alguns casos, o caso chega ao de um quadro depressivo. “A única pessoa que convive comigo 24 horas por dia sou eu mesma. Imagine, então, as consequências de eu não me gostar: insegurança, timidez, falta de coragem para bancar atitudes e opiniões, tristeza, desânimo e até depressão”, explica a psicóloga Regina Zendron.
Mas o problema nem sempre se torna crônico. Existem casos pontuais de baixa autoestima. Mesmo nestes casos, no entanto, é importante que as providências necessárias sejam tomadas para que isso não se torne uma rotina.
Para detectar algum problema com a autoestima, é necessário fazer uma reflexão. “É essencial identificar os motivos que estão te deixando entristecida, como, por exemplo, verificar se as atividades que realiza lhe dão prazer ou não”, orienta a psicóloga Michele Tognini. Ela ainda ressalta: “A diferença está no modo como a pessoa encara tal situação, o que depende muito da sua história de vida e do valor afetivo que tal situação tem em sua vida”.
É importante lembrar que a baixa autoestima não é causada apenas por fatores isolados. “Geralmente, pessoas frágeis ou que estão passando por momentos de fraqueza podem encarar diversas situações como o ponto inicial ou o agravante deste problema”, diz Michele. A pessoa que sofre com a autoestima já tem tendência a ter o problema e, por isso, certas situações, como uma briga com o namorado ou o ganho alguns quilinhos, podem agravar o quadro.
Como se livrar do problema?
De acordo com Michele, o primeiro passo para evitar a baixa autoestima é encontrar um tempo para si. “Toda mulher deve cuidar do seu visual, pensar sobre si e sobre a própria responsabilidade na realização de seus planos, enfim, dar um sentido peculiar para a própria vida”, indica.
A psicóloga Regina Zendron acredita que a autoestima depende do autoconceito de cada um. “Quanto mais positivo for o auto conceito, mais eu me gosto”, revela. É lógico que a opinião positiva dos outros ajuda a construir um autoconceito positivo, mas o que mais importa é com que olhos você se vê.
Uma boa dica é conseguir reconhecer as próprias qualidades e se orgulhar delas. “Além de reconhecer as qualidades, é importante ter consciência dos defeitos e trabalhar para corrigi-los”, diz Regina. “Se eu me empenhar sempre em aumentar minhas virtudes, trabalhar a ansiedade, é lógico que irei me enxergar como uma pessoa digna de ser amada”.
Cada caso é um caso, mas, sem dúvida, é muito importante que a mulher faça algo que lhe dê prazer. Encontre alguma atividade que se identifique com você. “Existem mulheres que conseguiram dar a volta por cima lançando mão de determinadas atividades: dança, pintura, canto, entre outras”.
É importante refletir sobre qual a causa do problema. Se não for possível identificá-la e se a prática de atividades que deveriam lhe dar prazer não eleva sua autoestima, procure a ajuda de um profissional. É essencial que fique claro o motivo que traz a baixa autoestima até você e, a partir daí, encontrar uma saída, pois só desta forma o problema poderá ser solucionado.
“Faça por você aquilo que você faria por uma pessoa que você ama muito: fique atenta às suas necessidades, carências, dores, alegrias, compreendendo suas dificuldades e trabalhando para superá-las, dando-lhe todo o apoio necessário.Às vezes, fazemos isso por um filho, pelo marido, por uma amiga ou outra pessoa e não o fazemos por nós”, finaliza Regina.
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