Respiração ofegante, mudança de apetite, altos e baixos emocionais, impaciência, tontura, náusea, tiques nervosos, insônia, dores de cabeça. Se você sofre de pelo menos sete desses males é sinal de que o estresse esta tomando conta de seu corpo e sua mente. É hora de começar a se preocupar menos com o trabalho e pensar mais em você e na sua saúde.
O estresse em si não é uma doença, mas uma resposta do organismo para certas situações cotidianas, como um acontecimento trágico, um susto ou até uma boa surpresa. É uma das reações essenciais do corpo, que serve para nos preparar e adaptar ao depararmos com uma nova circunstância.
Segundo a psicóloga Kátia Horpaczky existem tipos de estresse. “Ele pode aparecer sob variadas formas, mas existem basicamente dois tipos, o útil e o prejudicial”. Quando a resposta do corpo deixa de ser natural, ou seja, ao invés de ser uma condição momentânea, torna-se constante, é o estresse prejudicial que está ocorrendo.
Isso pode acontecer por causa de pressões constantes, longas jornadas de trabalho, ameaças de demissão entre outros acontecimentos corriqueiros no meio profissional. “Também se manifesta como conseqüência das exigências que nos impomos como, por exemplo, sermos perfeccionistas ou por nos esforçarmos para sempre agradar aos outros”, completa Kátia.
É com o estresse prejudicial que se precisa tomar devidas providências. Para cada caso, um tratamento específico é indicado, pois depende não só da fase em que a doença está, mas também do quadro que cada pessoa desenvolveu. Por isso é extremamente perigoso tentar se automedicar. “Procurar auxílio de um profissional é sempre o melhor a fazer”, diz Kátia.
A primeira fase do estresse é a de Alerta. O que acontece nesse período é que o seu corpo tem uma reação à situação adversa e entra em estado de alerta. Nesse estado ele tende a dar prioridade às funções de defesa, ataque e fuga. Os sintomas são principalmente fisiológicos, como aumento dos batimentos cardíacos, respiração acelerada, suores frios e frieza nas mãos e nos pés.
Já a segunda fase é quando o organismo está tentando voltar a seu estado normal. Ele tentará eliminar o problema ao se adaptar a ele, ou seja, ou há um controle do corpo ou o estresse permanece ativo. Quando a última opção prevalece pode-se sofrer de mudanças de comportamento, problemas com a memória, tontura, cansaço constante entre outros sintomas.
A última e mais grave é a fase de exaustão, quando o seu corpo já não consegue mais lutar e sofre uma queda de imunidade. Nesta, além dos sinais do estresse, como gastrite, fadiga crônica, diabetes e etc, há a possibilidade de contrair outras doenças mais facilmente. “Já está comprovado que o estresse é um dos fatores de doenças cardíacas, derrame, câncer, doenças respiratórias, insônia, depressão e doenças de pele, como alergias, vitiligo e psoríase”, avisa Kátia.
Há também o estresse agudo, que se desenvolve a partir de uma situação muito intensa ou extrema. O organismo não consegue lidar com o estímulo recebido e tem como reação comportamentos que afastam o indivíduo daquela realidade. Geralmente se caracteriza por atordoamento, diminuição de atenção, desorientação, agitação e hiperatividade e, algumas vezes, crises de pânico.
"Atualmente, não dá mais para deixar o trabalho no escritório. Clientes, chefes e colegas conseguem nos achar em qualquer lugar e a qualquer hora".A maioria das pessoas contrai esse mal por não possuir meios de evitar tais situações ou porque não podem, por situação financeira ou profissional, se afastar do emissor do estresse. “Atualmente, não dá mais para deixar o trabalho no escritório. Clientes, chefes e colegas podem nos achar em qualquer lugar e a qualquer hora”, diz Kátia. Por isso se prevenir é muito importante.
Se a prevenção não foi possível, e o estresse já está batendo na sua porta, Kátia explica que não precisa perder a esperança. “Se você está sentindo alguns dos sintomas citados, converse com um especialista. O importante é que você descubra uma forma de controlar o estresse e não permitir que ele tome conta da sua vida”. |
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