Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Olga Inês Tessari, os sintomas de ansiedade mais sentidos pelas pessoas que têm medo de dirigir são suores, taquicardia, tremores, falta de ar, enjôos e boca seca. “O problema maior é que a pessoa, frente ao mal-estar, começa a inventar desculpas para não dirigir em vez de tentar resolver a causa do ataque de pânico que causou os sintomas. Com isso, o quadro vai piorando, pois a pessoa não enfrenta o problema e se sente inferiorizada perante os outros que conseguem dirigir facilmente”, afirma a doutora.
Outra atitude equivocada que as pessoas tomam é a de fazer aulas e mais aulas em uma auto-escola achando que assim vão perder o medo e voltar a dirigir, ressalta Dra. Olga, que indica um acompanhamento psicológico para combater as causas do problema. “Alguns meses de terapia semanal podem ser a solução, porque a pessoa vai em busca dos motivos que a levam a ter medo de dirigir e, assim, pode combate-los”, completa.
Foi o que Marta Rodrigues, de 33 anos, foi buscar no consultório da psicóloga. “O que eu fiz lá foi uma terapia em grupo. Ainda não estou pegando o carro, mas posso dizer que já sei claramente quais são as minhas dúvidas e inseguranças. O meu pânico de dirigir diminuiu muito. O que preciso trabalhar agora é a autoconfiança”, diz.
A Dra. Olga lembra também que a grande maioria das pessoas com medo de dirigir possui as mesmas características. “São pessoas organizadas, perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e que se preocupam muito com a opinião dos outros.Tudo isso contribui para que a pessoa não pegue no carro”, complementa. Apesar da maioria das pessoas que procura o tratamento pertencer ao público feminino, a psicóloga acredita que isso se deve pelo preconceito dos homens em admitir que têm medo de dirigir.
Com o objetivo de viabilizar tratamento gratuito para pessoas com dificuldade de dirigir, Dra. Olga, em parceria com a Dutra Veículos - concessionária Chevrolet, em São Paulo - desenvolve o projeto “Dirija sua própria vida sem medo”.
Existente desde março de 2003, o projeto já atendeu mais de três mil pessoas, das quais 90% obtiveram resultados positivos. Atualmente, há uma fila de espera de mais de dois mil inscritos no programa, mas qualquer um pode participar. As inscrições são realizadas pelo telefone (11) 6909 9393.
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