Já não faz sentido ficar cada um em sua própria casa, mas nenhum dos dois sabe o que fazer. Morar juntos por algum tempo e depois casar? Ou ir direto para o altar? Que tal testar antes? Será que essa história do test-drive funciona mesmo? Conheça mulheres que já passaram ou estão passando por um test-drive para saber o que elas pensam sobre o assunto.
Na prática, a diferença entre os dois – morar na mesma casa com ou sem casamento - não existe. Mas, segundo a psicóloga Lúcia Serrão, para algumas mulheres casar pode significar segurança e romantismo. “Há pessoas que acreditam que casar pode trazer um pouco mais de confiança, pois com a aliança há um comprometimento maior. E ainda, os mais românticos preferem casar porque mesmo em pleno século XXI acreditam na história do conto de fadas”, comenta Lúcia.
Por outro lado, muitos casais estão preferindo morar juntos antes de trocarem alianças. Segundo Lúcia, esse fenômeno é ocasionado pela independência das mulheres. “Elas estão se impondo, devido a maior segurança financeira e profissional”. E ainda completa: “Ao fazer o test-drive, o casal faz um tipo de pré-teste antes de oficializar a união”.
A publicitária Carla Matias é adepta ao test-drive. Ela resolveu morar com o companheiro porque acha que os casais devem se conhecer plenamente antes do casamento. “Só conhecemos 100% a pessoa depois que passamos a dividir o mesmo teto com ela”, afirma Carla. “Hoje, as pessoas estão se casando mais e se separando com a mesma freqüência. Para não correr esse risco, acho muito válido o test-drive”, completa.
A dona de casa Valdete Rubleski, que mora com o companheiro há mais de trinta anos, também aprova a idéia. “No começo, preferi juntar ‘os trapos’, porque nós brigávamos muito e eu estava insegura. Queríamos fazer um tipo de adaptação para saber se iria dar certo ou não”. Ela afirma que preferiu não trocar as alianças depois de alguns anos porque já se sentia casada. “Acho que casamento não significa um papel assinado e sim convivência. É entender o outro e conquistar o companheiro, além de ser conquistada a cada dia”, acredita Valdete.
Mas nem todos os testes são bem sucedidos – e é para isso que eles existem. A estudante Carolina Ferreira morou com o namorado um pouco mais de um ano, mas não se habituaram com a convivência. “Depois de algum tempo, eu me irritava com pequenos detalhes, como deixar o copo sujo na sala ou a tampa aberta da privada”. Eles chegaram a conclusão que o romance não havia dado certo e hoje não estão mais juntos. No entanto, a estudante afirma que repetiria o “teste” com uma outra pessoa. “Apesar de não ter dado certo na primeira vez, eu faria um novo test-drive sem problemas”, conta Carolina.
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