Muitas mulheres quando chegam à Terceira Idade mudam sua rotina, deixando muitos hábitos saudáveis para trás, não apenas aqueles que lhes garantem saúde física, mas também os que lhe garantem ânimo, lucidez e saúde psicológica. Os passeios escasseiam, bem como as idas a eventos sociais. Tudo isso pode causar uma grande confusão na cabeça de uma mulher madura, que pode deixar de lado sua feminilidade, sua vaidade e acabar, por fim, enfrentando doenças como a depressão.
Para não correr o risco de entrar neste círculo vicioso, a coordenadora de psicologia do Centro de Envelhecimento para a Maturidade (Ilea), Julieta Almakul Durce, afirma que o primeiro passo para as mulheres manterem sua vaidade, feminidade e vigor é não esquecer a vontade de viver. “Para que ela possa tomar uma atitude, precisa angariar o hábito de viver, a razão de existir”, afirma.
Segundo Julieta, a mulher madura não tem mais os mesmos desejos que os de uma jovem ou uma mulher de 40 anos. No entanto, o desejo existe. “A mulher madura mantém seus desejos e a eles se mistura a experiência de vida que ela adquiriu”, afirma. O desejo da mulher na Terceira Idade não deve ser nostálgico, com um sentimento de perda, mas sim atual. “Ela não pode ficar com a nostalgia de querer ser o que já foi, mas sim aceitar sua condição”, diz.
Aceitar a idade e as diferenças no estilo de vida que a maturidade traz pode não ser muito fácil, pois a mídia e a sociedade, de acordo com Julieta, se recusam a aceitar isso. “A mídia faz a conservação de um corpo que não se pode manter e aí as mulheres têm medo do futuro, do envelhecimento”, conta.
A forma de viver a Terceira Idade na sua plenitude, de acordo com a psicóloga, vai depender do que a mulher se permite fazer. Se ela acredita que pode sair para dançar, fará isso de forma saudável. Se ela, no entanto, acredita que sair com os amigos não é certo, ela se privará disso e acabará reduzindo o número de atividades. “Se ela tem a imaginação de que não pode ter de determinada coisa, não pode ter, não vai atrás. E o contrário também ocorre”, explica. O maior limite de uma pessoa, portanto, seja em que idade for reside nela mesmo, de acordo com a psicóloga.
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