Acordar cedo, trabalhar duro, mal ter tempo para comer e ficar em pé por horas. Uma rotina como esta é desgastante, cansativa e com pouco glamour. O glamour aparece quando a modelo entra na passarela, com o cabelo arrumado, maquiagem impecável e com as roupas e sapatos perfeitos em seu corpo. “Esta profissão não tem tanto glamour assim quanto se pensa”, confessa a modelo Mariana Bissoli, de 21 anos.
Depois de viajar por anos, Mariana voltou ao Brasil para fazer faculdade. Mas, com apenas uma semana em solo brasileiro, já foi chamada para um novo trabalho. Ela participou dos desfiles do Mega Pólo Moda, no Brás, que apresentou 300 das 400 marcas existentes no shopping atacadista. “Para este desfile, ficamos fazendo a prova de roupas por 13 horas ininterruptas”, conta. Na segunda-feira (27/07), ela chegou ao shopping às 7 horas da manhã. O último desfile começaria (se não houvesse atraso) às 15h30. O intervalo para o almoço era de 20 minutos.
E a cada entrada na passarela, a modelo corre para o backstage, para rapidamente se vestir com a roupa de outra marca. Para cada modelito, ela tem de passar credibilidade e personalidade. “É difícil se acostumar com esta rotina, mas eu adoro o que faço. Se não gostar, não dá para se manter na profissão”, diz Mariana.
Manter o corpo esbelto também exige sacrifícios. Além de malhar sempre que tem tempo, a dieta de Mariana é rigorosa. Durante a semana, apenas saladas. Aos sábados e domingos, ela se permite uma pizza ou outra guloseima. “Mas, para comer estas coisas, têm de malhar ainda mais”, conta.
Segundo Mariana, o cuidado com o corpo não é apenas estético. “Para conseguirmos trabalhar, precisamos estar magra. Se não tiver magra, não consegue trabalho e aí não tem porque estar lá (em outro país)”, explica.
Quando se formou no Ensino Médio, a modelo queria viajar e ganhar seu próprio dinheiro. E foi nesta profissão que encontrou uma forma de realizar seu sonho. “Fiquei três anos fora do Brasil, viajando pela Austrália, Nova Zelândia e Ásia”, conta. Ela afirma que, uma vez dentro da profissão, é impossível não sonhar em alcançar o reconhecimento de modelos brasileiras como Gisele Bundchen. “Mas eu entrei na profissão pelo dinheiro e porque queria viajar e nem tanto pela fama” diz.
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