Depois de estudar minuciosamente a química cerebral entre animais mamíferos, o neurociêntista Larry Young divulgou sua mais nova previsão para os próximos anos. Trata-se da possibilidade de se produzir uma fórmula farmacêutica do amor para unir, desta vez, um homem e uma mulher. Bom? Nem tanto. Se a “poção do amor” virar moda, será possível colocar uma quantia no seu drink! Por outro lado, se a pesquisa virar realidade, também dará a oportunidade de uma mulher se apaixonar por quem ela quiser.
Até agora, as tentativas do estudo, feitas no Centro de Pesquisas da Emory University, ainda não comprovam os componentes exatos das fórmulas que estimulam a química cerebral nas experiências. Mas, pôde-se perceber que, quando uma rata fêmea recebe uma infusão artificial de ocitocina - hormônio semelhante ao do prazer gerado pelo tabaco e drogas em geral -, ela é rapidamente atacada pelo macho que estiver mais perto. Já nos ratos, o hormônio semelhante vasopressina cria estímulos sexuais instantâneos quando injetados, fazendo com que eles saiam à caça da primeira fêmea à vista.
Dentre os mamíferos testados, os ratos mostram a menor propensão à monogamia em relação aos seres humanos, mas ainda assim apresentam resultados que validam o estudo. Segundo o Dr. Young, a exceção fica com os machos geneticamente limitados ao hormônio vasopressina, que apresentam menos interesse em achar parceiras para cruzar. O mesmo fato em seres humanos comprova a menor tendência apresentada nesses “deficientes” em relação ao casamento - o que se repete nas fêmeas que possuem a mesma deficiência em ocitocina.
O especialista explica que as fórmulas não ultrapassam o estímulo sexual natural dos seres humanos. As hipóteses hormonais apenas comprovam as diferenças entre homens e mulheres em relação ao desejo sexual. Em resumo, o Dr. Young explica que agora é cientificamente possível que as mulheres queiram fornicar fora de seus períodos férteis com o parceiro que mais a atrair e que, como todas nós sabemos, basta um homem inconscientemente perceber os hormônios “à flor da pele” de uma mulher para querer arrastá-la para a cama. O próximo passo será desenvolver um hormônio artificial que repreenda tais atrações sexuais!
|
|