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Filhos

Primeiro vem a felicidade de saber que está grávida, depois a emoção de dar a luz. O bebê chegou. Mas e agora? Como educa-lo? Essa é uma dúvida típica entre as mulheres, principalmente entre as mamães de primeira viagem. Geralmente, quando se trata do primeiro filho, as dúvidas e os medos são sempre maiores.

 
Como educar os pequenos em seus primeiros meses de vida? Veja aqui. Por Reportagem Local em 2009-02-03 16:34:33
Fotos de arquivo
“Quando eu estava grávida, a minha maior preocupação era saber se ia conseguir dar uma boa educação para minha filha enfrentar o mundo depois”, conta a comerciante Josi Carvalho, mãe de Gisele, hoje com um ano de idade (foto). “Acredito que tudo o que você passa para um filho, você terá de volta no futuro. Por admirar a educação que tive, eu sonhava em conseguir passar ao meu filho tudo o que minha família me ensinou”, afirma Marli Pacheco - dona de casa e mãe de três filhos, sendo que a mais nova já está com 19 anos.

Diferentes mães, diferentes gerações, mas sempre as mesmas dúvidas e receios. De acordo com o terapeuta Javier Sanz Hernandez, uma das grandes preocupações das mulheres está em conseguir ofertar bons ensinamentos aos seus filhos e fazer deles pessoas “do bem”. “A educação começa quando o bebê nasce, mas ela é dividida em várias fases. Até os três anos de idade, as mães devem se preocupar em mostrar às crianças o quanto o mundo é bonito e fazer com que convivam com coisas boas”, afirma o terapeuta.

Super-proteção

Algumas mães se preocupam tanto com a educação que acabam ganhando a fama de super-protetoras. A comerciante Josi revela que se considera uma delas. “Sempre protegi muito minha filha. Agora ela vai começar a ir para a escola e já me dá uma certa insegurança. Fico pensando que algum colega pode bater nela e ela não conseguir se defender, pois sempre protegi demais”, conta.

O terapeuta afirma que, ao contrário do que as mães pensam, isso não é o melhor para os pequenos. “A super-proteção pode atrapalhar a educação da criança, pois assim ela não conseguirá se virar sozinha. É muito importante que uma mãe seja cuidadosa, mas sem excessos”, explica.

Bater ou Conversar

“Durante a gravidez, pensava em criar a Gisele com bastante liberdade. E tinha como princípio nunca bater nela. Acredito que bater é um descontrole” afirma a comerciante, que costuma conversar com sua filha na tentativa de ensinar o que é certo e o que é errado.

Marli já possui uma opinião diferente. Ela acredita que em alguns momentos a criança merece e precisa de umas “palmadas”. “Tem momentos que a criança nos tira do sério e bater é uma forma de mostrar o erro dela, mas acho que só deve acontecer em último caso”.

O terapeuta discorda de Marli e apóia o modo de pensar de Josi. “Bater não leva a nada. A criança precisa conhecer o caminho certo e não ser castigada por não saber. A educação não deve acontecer baseada em violência”, afirma Hernandez.

A hora do não

“Como mãe, acho que dizer ‘não’ acaba sendo uma forma de educar, é uma forma de impor limites”, afirma a dona de casa. “O ‘não’ para criança funciona como forma de explicar que aquilo que está fazendo ou que quer fazer está errado, mas é importante que as mães saibam que quando as crianças fazem algo de errado, não estão fazendo por mal e sim por não saberem as conseqüências do ato”, explica o terapeuta.
Nesse caso, não é importante apenas o “não”, mas uma conversa que faça a criança entender o porquê daquele não. Aliás, uma forma errada de dizer “não” à criança é quando ela ainda é pequena e demonstra suas necessidades através do choro. “Quando a criança tem meses de idade, ela ainda não sabe se expressar e só faz isso através do choro” diz Hernandez. É muito importante que a mãe fique atenta a isso, pois muitas pensam que se trata de “birra”, quando na verdade a criança pode estar com algum desconforto físico. Não atender a esse chamado também é uma forma de dizer “não”.

Dicas

Hernandez acredita que todas as dúvidas em torno dessas questões sejam muito comuns e não somente entre as mamães de primeira viagem. “Geralmente, alguém da família está disposto a ajudar quando você se sente insegura”, afirma. Mas quando as dúvidas forem muitas ou insegurança for muito grande, o ideal é pedir ajuda a um pediatra ou psicólogo.

A convivência com outras crianças e a liberdade de brincar é muito importante também. “É muito bom fazer com que a criança conviva com outras crianças e que se distraia com brinquedos pedagógicos, próprios para cada idade”, diz ele. E o mais importante é o amor dado aos filhos, principalmente nessa fase em que ainda são absolutamente indefesos e dependentes. “Uma das coisas essenciais para não errar na educação é demonstrar todo o seu amor pela criança, pois ela precisa sentir o carinho da mãe para se sentir segura e saber que tem uma mãe presente e que se preocupa com ela”, completa.


Total de comentários: 3

Últimos comentários
Por: Aline .   -    Data: 2009-02-10 13:53:48
Comentário: Na minha opinião bater em criança não leva nada, pelo contrário, só causa revolta na própria criança! Por isso, concordo com a Rosana, nunca devemos bater em nossos filhos.

Por: Rosana.   -    Data: 2009-02-10 11:19:22
Comentário: Desculpe Tatiane, mas essa história de palmadas já foi faz tempo né!! É possível educar uma criança com muito amor e diálogo.

Por: Tatiane.   -    Data: 2009-02-10 11:18:05
Comentário: Tb tive muitas dúvidas como essa...mas eu tb acho que umas palmadas não fazem mal a ninguem!

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