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Hiperidrose

Você costuma transpirar bastante nas mãos, pés ou axilas? Se sim, você faz parte de um grupo de mais de 176 milhões de pessoas no mundo que possuem a hiperidrose. Essa doença é caracterizada pelo suor excessivo de algumas partes do corpo. Apesar de ser uma doença que não afeta gravemente à saúde, a hiperidrose constrange e incomoda o portador, principalmente no verão.
 
A doença que faz você transpirar até cinco vezes mais que uma pessoa normal! Por Aleteia Beller em 2009-01-23 17:16:47
Fotos de arquivo
A dermatologista da Sociedade Internacional de Hiperidrose, Dra. Ada Trindade de Almeida, explica que é importante transpirar, pois assim mantemos o equilíbrio da temperatura do organismo. Segundo ela, o aumento da produção de suor só deve existir quando a pessoa está praticando uma atividade física, com a elevação de temperatura do ambiente ou em momentos de estresse. Já uma pessoa com hiperidrose sua quatro ou cinco vezes mais que o normal, independente do ambiente ou temperatura em que está, mesmo estando na frente de um computador no trabalho ou sentada no sofá assistindo televisão.

As causas da doença estão ligadas a diversos fatores. “De acordo com a Sociedade Internacional de Hiperidrose, quase 65% das pessoas que sofrem de excesso de suor têm um parente próximo com o mesmo problema, ou seja, está ligado à hereditariedade”, afirma Ada. Outras razões também são: doenças metabólicas, lesões neurológicas ou estímulos emocionais.

De acordo com a dermatologista, a doença costuma aparecer na infância e se agrava na adolescência. ”Em alguns casos, ela pode melhorar com o passar dos anos, mas há pessoas nas quais o problema persiste por toda a vida”, explica. As principais conseqüências da hiperidrose estão relacionadas a fatores psicológicos, pois o excesso de suor promove a proliferação de bactérias na região, causando assim o mau cheiro.

A veterinária Aline Kehrle é uma das mulheres que convive com o problema. “Principalmente nos dias de calor, eu preciso me lavar duas vezes ao dia e passar desodorante para não ficar com o odor muito forte nas axilas”, relata. Para solucionar esse problema, ela conta que já foi a dermatologista duas vezes. “Na primeira vez, ela me passou um desodorante específico, mas não adiantou e eu continuei com o problema. Já na segunda vez, ela me indicou um desodorante com princípio ativo ainda mais forte e desta vez eu não conseguia passar porque queimava a minha pele”, conta Aline.

Segundo a Dra. Ada, existem diversos tratamentos químicos e cirúrgicos que amenizam ou eliminam a hiperidrose. Ela afirma que a primeira opção de tratamento é o uso de anti- transpirantes. “Aplicados sobre a pele, eles bloqueiam ou tampam os dutos das glândulas sudoríparas, reduzindo a quantidade de suor que chega à pele”, explica. Outra opção de tratamento é a iontoforese - uma técnica que utiliza correntes elétricas e bloqueia o fluxo de suor para a superfície da pele. No entanto, ela comenta que estes dois métodos nem sempre funcionam com resultados satisfatórios, como aconteceu no caso de Aline.

Recorrer a cirurgia também pode ser uma opção de tratamento, mas ela mesmo afirma que não é a melhor opção. “A operação traz consigo os riscos de uma cirurgia e muitas vezes não resolvem o problema, pois a incidência de hiperidrose compensatória pós-cirurgia é bem alta”, explica Ada. Ou seja, o paciente deixa de suar no local da operação, mas passa a transpirar em uma nova região.

O melhor tratamento, segundo a dermatologista, é a aplicação de BOTOX ® (toxina botulínica tipo A), porque já é aplicado no próprio consultório. Ela explica que a toxina deve ser aplicada superficialmente, ao contrário do tratamento de rugas. “Desta forma, a toxina bloqueia a liberação da acetilcolina nas glândulas, reduzindo a produção de suor”, explica. Ela afirma ainda que o tratamento é praticamente indolor nas axilas, já nas mãos e pés, os médicos usam técnicas anestésicas que tornam o procedimento menos dolorido.

Apesar do procedimento apresentar o maior nível de satisfação dos pacientes tratados – segundo estudos científicos, chega a 90% - a toxina botulínica tem efeito temporário. “Varia de 6 a 9 meses, dependendo da área tratada e do metabolismo de cada paciente”, informa Ada.



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