O câncer de pele é um dos mais comuns tanto em homens quanto em mulheres. Mesmo assim, uma das medidas mais eficientes contra esta doença – o uso de protetor solar – ainda não é comum. As características desta dermatose podem ser identificadas em sua fase inicial, o que é de extrema importância para seu diagnóstico e tratamento.
Segundo o dermatologia Cyro Festa Neto, do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da USP, a quantidade de casos de câncer de pele supera o número de ocorrências de câncer de próstata no homem e de câncer de colo do útero e de mama, nas mulheres. O médico apresentou uma palestra durante a Hair Brasil, feira internacional de beleza, cabelos e estética, destacando que manicures, cabeleireiros e profissionais de beleza podem auxiliar na identificação desta doença, uma vez que têm contato direto com regiões do corpo que podem ser atingidas por tumores.
O câncer de pele é freqüente e tem aumentado, segundo o dermatologista. Uma de suas formas, o melanoma, é a mais grave e pode ser fatal. Estatísticas americanas provam que os casos têm crescido e refletem a situação do câncer de pele em todo o mundo. Em 1935, um a cada 1,5 mil americanos apresentava câncer de pele. Hoje, uma pessoa a cada 75 tem a doença.
Prevenção e identificação
A medida primária e mais importante para se evitar o câncer de pele é a proteção contra os raios de sol, feita com protetores solares e com a não-exposição ao sol em horários em que a incidência dos raios ultravioleta é maior.
A segunda etapa é prevenir a evolução do estágio da doença. Portanto, se você perceber alguma mancha em seu corpo, procure um médico. Se a doença for identificada precocemente, s chances de cura são bem maiores.
A doença dá alguns indícios. Confira se você apresenta algum deles e procure um médico:
1 – Lesões ásperas e verrugas grossas que crescem com o tempo;
2 – Lesões no couro cabeludo (elas podem não coçar nem doer);
3 – Lesões no corpo que sejam siméstricas, sem bordas irregulares, de apenas uma cor e pequenas podem ser tumores benignos;
4 - Lesões no corpo que sejam assimétricas, com bordas irregulares, de cores variadas e com diâmetro maior que 6 centímetros podem ser tumores malignos.
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