Atualmente, é normal ver mulheres com mais de 40 anos sendo mães. Em alguns casos, o filho não foi planejado. Em outros, ele foi uma escolha da mulher. Mas, segundo a ginecologista Luciana Taliberti, a maioria das mulheres com este perfil que aparece em seu consultório planejou ter o primeiro filho mais velhas. “Elas fazem esta escolha quando tem mais idade, por causa da maturidade, estabilidade financeira e profissional”, acredita Luciana.
Além disso, uma “quarentona” está melhor preparada emocionalmente do que uma mulher mais nova. “Na maioria das vezes, ela já é bem sucedida no trabalho, está casada há algum tempo e o sonho de ter um filho é uma maneira de fechar o ciclo de suas realizações”, conta.
Embora aos quarenta a mulher esteja mais cansada, isso não impede que ela cuide bem de seu filho. “Ela não tem o vigor dos 20 anos, mas é madura o suficiente para ser mãe”, acredita a ginecologista.
Porém a questão de idade preocupa um pouco estas mães. A administradora de empresas Marisa Baboin assume que, às vezes, este assunto passa por sua cabeça. Ela teve filho aos 43 anos, depois de se casar pela segunda vez, aos 40. “Eu me pergunto como será a nossa convivência quando eu estiver com 63 anos e meu filho com 20”, questiona-se. No entanto, ela acredita que a forma de educar também vai interferir no futuro o relacionamento entre mãe e filho.
Segundo a ginecologista, ter filhos com mais de 40 anos tem alguns riscos. “Com esta idade, a mulher tem mais chance de ter diabetes e pressão alta. Além disso, como nascemos com nossos ovários, se ela tiver 40 anos o ovário dela terá a mesma idade”, comenta a ginecologista. Lucina ainda afirma que, por estas causas, a mulher pode ter complicação na gravidez ou gerar um bebê como má formação genética.
Mas, não se preocupe, pois isto não é uma regra. Marisa, por exemplo, não teve nenhuma preocupação durante a gravidez. “Eu apenas tive muito enjôo, mas o meu médico falou que isto é um sintoma normal”, comenta a administradora.
No entanto, segundo a ginecologista, para que não haja nenhum problema durante a gravidez, a mulher deve fazer um acompanhamento mais freqüente e manter os principais cuidados de uma grávida – todo mês fazer o pré-natal, ter uma alimentação regrada e controlar a pressão.
Mãe aos 43
Marisa Baboin, ao decidir ter um filho, tentou os métodos convencionais. Sem sucesso, um ano depois, procurou um médico. “Comecei a fazer tratamentos com injeções e, posteriormente, fiz inseminação artificial”, conta.
Apesar de vários tratamentos, Marisa não conseguia engravidar. “Eu e meu marido conversamos com o médico e ele sugeriu que procurássemos outro profissional”, diz. Assim, ela começou a se consultar com outro médico que lhe explicou que mesmo depois dos 40, toda mulher tem um período de ovulação especial em que ela ovula como se tivesse 20 anos. “Isto me acendeu uma esperança, pois eu já estava quase desistindo”, comenta a administradora.
Ela estava se preparando para voltar ao tratamento com injeções, quando descobriu que estava grávida. “Foi tudo de forma natural, segundo o meu médico. No meu organismo. não tinha restado nenhuma substância dos tratamentos anteriores”, explica.
Marisa disse que não teve nenhum problema e que a maternidade renovou sua parte física e espiritual. “Eu comecei a me sentir muito jovem e ainda me sinto assim”, afirma. Ela ainda completa: “A gravidez foi uma dádiva que recebi, um tipo de aprendizado que me deixou uma pessoa mais relaxada e feliz”, diz.
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