Hoje em dia há muitas técnicas para retirar manchas da pele e rejuvenescê-la. Você certamente já ouviu falar de peeling. Mas se não sabe exatamente como funciona ou em que situação deve se submeter a este tratamento, leia mais nesta matéria.
O peeling, se feito de forma responsável, consegue dar um novo visual para peles manchadas, especialmente para as manchas de sol, e até mesmo rugas. Para saber mais detalhes sobre o procedimento, o Charme ao Volante conversou com a dermatologista Clara Santos, que é membro da Academia Americana de Cirurgia Cosmética, para tirar algumas dúvidas sobre esse tratamento que tem deixado a cirurgia para segundo plano.
Para começar, peeling é uma intervenção química na pele, pela aplicação de uma ou mais soluções (máscaras), com intuito de provocar descamação das camadas superficiais. Assim, a camada profunda da pele é estimulada a produzir novo colágeno e elastina, segundo Clara.
"O procedimento pode ser feito em muitas situações. Podem ser descamações mais leves ou mais profundas", conta a dermatologista. Segundo ela, também não há idade certa para fazer. “Desde quando a pessoa é jovem e quer dar um refreash na pele ou tratar a acne, podem ser feitos peelings superficiais. Ou quando a pessoa tem danos provocados pelo sol". Os profundos costumam ser feitos em pessoas mais velhas, para tratar principalmente de rugas. E para Clara não há limite de idade. Mas nem toda marca da idade é resolvido com essa intervenção. De acordo com a médica, há limites: "Se o cliente deseja trabalhar em cima de flacidez profunda da pele, é o caso de uma cirurgia".
Clara afirma ainda que o peeling não é recomendado para todos os tipos de pele. Um dos exemplos é a pele negra. Nesse caso, é bom consultar um dermatologista para ver como podem ser resolvidas manchas e rugas. "As peles muito escuras são difíceis de tratar com peeling, principalmente se for o tratamento profundo, por causar uma grande diferença de tonalidade. E ainda, dependendo do tipo de peeling, a pele pode ficar manchada com áreas brancas", alerta.
O tempo de duração do efeito de um peeling é proporcional à profundidade. Quando se trata do superficial, que pode ser feito por esteticistas, tem ação leve e bem transitória, segundo Clara. Quanto ao profundo, pode durar por muitos anos. É importante lembrar que a intervenção nas camadas profundas deve ser feita por médicos, pois utiliza produtos fortes que devem ser manejados com um controle rigoroso de modo que não entrem em contato com a corrente sanguínea.
Durante o tratamento, entre as sessões, é bom ficar atento às recomendações do profissional sobre o uso de produtos. Além disso, é importante lembrar de ficar grudada no filtro solar, pois o sol é o maior causador de manchas na pele e pode ter um efeito devastador em uma pele nova e fina que surge após a descamação.
Tipos de peeling
Fale com seu dermatologista para saber qual o mais apropriado para seu caso e tipo de pele.
Superficial: ele atinge apenas a epiderme e é indicado para manchas e melasmas, por exemplo. Não há necessidade de preparação prévia, mas exige protetor solar.
Médio: atinge a derme e é indicado para rugas, marcas mais profundas, degeneração e cicatrizes. Há dermatologistas que preparam a pele com aplicações de ácido retinóico ou com um peeling superficial.
Profundo: é útil para peles extremamente enrugadas. O procedimento é feito em uma clínica, com anestesia, monitoramento cardíaco e das funções hepáticas para garantir que a química utilizada não caia na corrente sangüínea e para que o paciente não sinta dor.
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