Bariloche Com o dólar valendo R$ 2,25 e já tendo ultrapassado a casa dos R$ 2,40 com a atual crise econômica mundial, muitos turistas desistiram das férias na Europa ou na Disney. Mas alguns destinos continuam atraentes ao bolso dos viajantes, especialmente os da América do Sul, como Argentina e Chile.
Embora as cotações das passagens aéreas sejam em dólar, cidades como Buenos Aires, Bariloche e Santiago não encareceram tanto aos turistas, segundo o assessor comercial da Fênix Operadora, Daniel Gil. Ele explica que, com a crise, companhias aéreas e hotéis reagiram fazendo promoções e baixando o preço. “Quando a crise se instalou, um dos setores que ficaram mais sensíveis foi o turismo. Por isso, todos se mobilizaram para fazer promoções. Então, o preço em real para estes locais continua sendo praticamente o mesmo”, conta.
Ele explica que a mudança não afeta exatamente no custo da viagem. Ir para Buenos Aires hoje não custa mais do que custava antes da alta do dólar. No entanto, o poder de compra do turista brasileiro na cidade argentina diminuiu. “O real teve uma desvalorização mais forte que o peso argentino, então, por isso, o poder de compra lá acabou reduzindo um pouco. Mas a viagem em si continua com o mesmo preço”, garante.
Com as condições de financiamento mantidas (algumas agências continuam financiando as viagens em até dez vezes sem juros), o que mudou foram os destinos e, com isso, o perfil dos viajantes. “Os passageiros que estavam indo para a Europa, Estados Unidos, Caribe estão migrando para a América do Sul. Eles estão escolhendo Bariloche, Patagônia, destinos mais elaborados do Chile”, exemplifica.
Estes passageiros mais refinados, conforme Daniel Gil, fazem mais exigências e acabam gastando na América do Sul o que levariam para a Europa. “Ele solicita um hotel melhor, mais valores agregados. O que notamos é que a quantidade de passageiros embarcando diminuiu com a crise. No entanto, o gasto feito por cada um deles aumentou”, explica.
Preços
Buenos Aires, capital da Argentina, continua um dos destinos mais procurados e baratos ao bolso do brasileiro. Um pacote de três dias para a cidade custa a partir de US$ 300, saindo de São Paulo.
Para Santiago, a capital do Chile, também uma das capitais mais famosas da América do Sul, o pacote custa a partir de US$ 540, para quatro dias.
A procura por Bariloche, na Argentina, também está crescendo. A temporada de inverno (e de esqui) começa em 20 de junho. O valor inicial dos pacotes para uma semana é de US$ 1,2 mil.
Atrativos
Confira os principais atrativos de três cidades que continuam valendo a pena para o bolso do brasileiro:
Buenos Aires
- Recoleta e Cemitério da Recoleta (onde Evita está enterrada);
- Praça de Maio;
- Casa Rosada;
- Catedral Metropolitana;
- Café Tortoni;
- Centro (recheado de prédios antigos);
- Teatro Colón;
- Bairro da Boca e Caminito;
- Puerto Madero.
Santiago
- Casa Colorada;
- Cerro San Cristóbal;
- Cerro Santa Lucia;
- Convento e museu San Francisco;
- Estação Mapocho;
- Igreja San Francisco;
- Mercado Central;
- Museu Artequin;
- Museu de Arte Precolombino;
- Palácio de la Moneda;
- Parque O`Higgins;
- Plaza de Armas;
- Plaza de la Constitución.
Bariloche
- Centro Cívico;
- Circuito Chico;
- Circuito Grande;
- Piedras Blancas;
- Neviska (pistas de patinação);
- Museo de la Patagônia;
- Museo Paleontológico;
- Calle Mitre;
- Teleférico Cerro Otto;
- Cerro Campanário;
- Bosque de Arrayanes;
- Ilha Victoria;
- Cerro Tronador e Cascada de los Alerces.
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