Responsável por 29 pontos turísticos da lista de Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, a China proporciona experiências únicas por meio de cenários inexistentes em outros lugares do mundo. E é claro que a capital da República Popular, chamada pelos chineses de Beijing, também não poderia ser diferente.
Passeios
O tour por Pequim começa no centro da cidade ou, mais precisamente, na Praça da Paz Celestial, ou Tianmen, considerada o coração simbólico do país e a maior praça pública do mundo. Nela, está o Monumento das Pessoas Heróis, onde os chineses praticam o Taishishuan matinal perto do Mausoléu de Mão Tsé Tung, cercado por edifícios de estilo soviético e o Museu de História Chinesa. A praça, totalmente plana, possibilita a visão de grande parte de Beijing, como a Cidade Proibida, seu principal ponto turístico.
Construída entre 1406 e 1420, a Cidade Proibida é a razão de milhares de turistas visitarem a China em todos os anos. O Palácio Imperial, localizado em seu centro, hospedou 24 imperadores de diferentes dinastias ao longo da história da civilização chinesa. Suas dependências de 150.000 m² possuem 9.999 (número que simboliza a paz) salas e aposentos. Desde 1925, o palácio é um museu que oferece a possibilidade de ver diversas relíquias das artes milenares chinesas que atravessaram séculos bem preservadas.
Beijing é cercado de templos, uma vez que os chineses cultuam seriamente as religiões chamadas de sálvicas (budismo, taoísmo e hinduísmo) desde sua formação até os dias de hoje. O maior deles é o Templo do Céu, taoísta, que fica ao sul de Pequim. Durante décadas, era ali que imperadores de diferentes dinastias contemplavam a colheita e a paz da nação chinesa. A Sala das Súplicas, Abóbada Celeste Imperial e o Muro do Eco são alguns dos principais aposentos do lugar.
Outro ponto turístico de fundamental importância é a Igreja Católica Xishiku, também conhecida como Igreja do Norte. A maior igreja de Pequim até hoje preserva um estilo Gótico típico da época em que foi concebida, em 1890. Quando foi construída, em uma missão francesa, a igreja era o centro de escolas, orfanatos e hospitais católicos. Hoje, ela é cercada por jardins chineses e, em seu interior, tem um imenso santuário com obras de arte antigas que contam um pouco da história da religião na China.
Dicas
A comunicação na China é o maior dos problemas para os ocidentais. Mesmo quem é fluente em inglês sente dificuldade para entender os chineses falando a língua, por eles trocarem algumas letras, como o “l” pelo “r” e assim por diante. Por isso, a presença de um bom guia turístico é essencial. Dê prefência aos que falam espanhol para facilitar a comunicação.
Os chineses são mais exigentes do que os brasileiros no que se refere à classificação das redes hoteleiras. É possível economizar na hospedagem, uma vez que um hotel 3 estrelas lá equivale a um 4 estrelas aqui. Outro detalhe importante é quanto à alimentação. Comer qualquer coisa na rua pode ser uma grande “furada”, muitas vezes, valendo mais a pena se alimentar de lanches do McDonalds, que custa a metade do preço daqui. Para quem gosta de variar, a dica fica por conta do espetinho de escorpião, um prato típico da região.
Fazer compras em Pequim também é uma boa pedida, principalmente de eletrônicos, afinal, a China é um dos melhores lugares do mundo no mercado de tecnologia. A capital possui sete shoppings e, em todos eles, a dica é pechinchar! Incorpore o brasileiro que existe em você e peça ajuda ao seu guia para conseguir o melhor preço. Já no quesito moda, Pequim deixa muito a desejar, pois não oferece o serviço de grifes renomadas nacionais ou internacionais.
Se você quiser se sentir como um pequinês faça como a maioria deles - ande de bicicleta! A cidade detentora de uma das piores qualidades do ar, por conta de um trânsito caótico intenso, é muito bem estruturada para quem prefere pedalar à dirigir. E se você vir um chinês te encarar na rua, não estranhe. Eles ficam encantados com os ocidentais, fato que leva vários deles a dizer “hello” ou “ni hao” para serem simpáticos com os turistas.
Como chegar
Existem várias maneiras de chegar em Pequim. Entre as opções de vôo, estão as com escala nos Estados Unidos, Canadá, Emirados Árabes, Argentina ou em países da Europa, basicamente, com procedência de São Paulo. O tempo de vôo é de, aproximadamente, 23 horas. O preço da passagem é bastante variado entre as companhias aéreas.
O Aeroporto Internacional de Pequim fica a 25 km do centro da cidade, e o trajeto demora de 30 a 40 minutos por meio de uma linha veicular expressa que liga o aeroporto ao centro. O percurso pode ser feito de taxi ou ônibus fretados, que saem a cada 15 minutos. |
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