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Cuidado com a neblina

Nada melhor do que aproveitar os finais de semana para dar uma fugidinha dos grandes cetros e passear na praia ou no campo, não é? Mas saiba que se locomover nas estradas durante essa época do ano exige cuidados redobrados em função da falta de visibilidade causada pela neblina que atinge, principalmente, as regiões serranas no período da manhã.
Previna-se de possíveis imprevistos nos dias de inverno. Por Suellen Braga em 2008-09-02 18:18:14
Fotos de arquivo.
A neblina se dá quando há condensação de água evaporada formando nuvens em contato com o solo ou próxima dele. Já o nevoeiro é resultado do esfriamento de ar quente e úmido quando entra em contato com o solo frio. De uma maneira ou de outra, ambas exigem atenção redobrada para evitar acidentes por falta de visibilidade.

Segundo a Polícia Rodoviária de São Paulo, grande parte dos acidentes que acontecem no outono e no inverno são decorrentes da má visibilidade nas estradas. Dentre as ocorrências, estão as colisões traseiras em pistas duplas, frontal em pista simples, além de registros de saída de pista e colisões contra objetos fixos.

O meteorologista Franco Vilela, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), garante que o pior horário para seguir viagem é durante a madrugada, devido a mais baixa temperatura do dia, que acarreta num nevoeiro mais denso, principalmente antes do nascer do sol.

As áreas mais afetadas pela neblina na Grande São Paulo costumam ser ao longo dos trechos das rodovias Presidente Dutra, Ayrton Senna, Floriano Rodrigues Pinheiro e Tamoios, além das interioranas Castello Branco, Anhanguera e Bandeirantes. Já em direção ao Sul do Brasil, a Régis Bittencourt exige cuidados redobrados, principalmente nos trechos de pista única.

A Polícia Rodoviária indica que, nesta época do ano, os motoristas mantenham uma distância entre o carro da frente maior do que a de costume e utilizem o farol baixo. O farol alto pode causar acidentes, pois ofusca a visão dos condutores que trafegam no sentido contrário da pista refletindo a nebulosidade, principalmente nos períodos da manhã e entardecer. O recomendado é que, se o carro não possuir faróis de neblina, o farol baixo seja usado mesmo durante o dia.

Já para os carros que possuem faróis de neblina, o ideal é mantê-los acesos juntamente com as lanternas. “A névoa fica suspensa no ar e não toca a pista e, como o facho de neblina é projetado por baixo da densidade da massa de ar nebulosa – e não sobre ela – o motorista vê a pista iluminada, auxiliando na locomoção”, aconselha Lázaro Moraes, engenheiro de uma empresa fabricante de produtos para iluminação automotiva.

Sobretudo, é importante diminuir a velocidade durante todo o percurso em uma situação de risco, para aumentar as chances de visualização de objetos surpresas e evitar as famosas freadas bruscas. Veja algumas dicas:

  • Sempre mantenha uma distância segura do carro à frente.
  • Verifique se a ventilação interna está funcionando para evitar o embaçamento interno dos vidros.
  • Use limpador de pára-brisa, desembaçador e lavador de vidros. Não passe a mão no vidro.
  • Evite freadas bruscas. A pista pode estar escorregadia, o que aumenta os riscos de acidentes.
  • Fique atento, pelo retrovisor, ao movimento dos veículos que trafegam atrás de você.
  • Evite fazer ultrapassagens.
  • Sinalize, por meio das lanternas traseiras e luzes de direção, todos os movimentos que pretende fazer.
  • Tão importante como ver é ser visto, sempre!




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