À vista ou a prazo? Financiar ou participar de um grupo de consórcio? Qual tipo de financiamento tem as menores taxas de juros? Na hora de comprar um carro, essas são algumas das dúvidas que geram insegurança em todas nós, mulheres. Claro, comprar um carro não é o mesmo que comprar uma maquiagem nova. Dependendo da forma de pagamento escolhida, um carnê nos acompanhará durante anos. E pior, o carro pode virar um grande “abacaxi”!
Isso tudo significa que não basta escolher o modelo e a cor. A não ser que você tenha dinheiro para efetuar o pagamento à vista – forma ideal de pagamento, pois não acarreta juros e ainda possibilita bons descontos. Caso contrário, você precisa entender o suficiente sobre financiamentos para não fazer um mau negócio.
À vista ou a prazo?
Para responder esta pergunta, o que deve ser levado em consideração é a necessidade do veículo. De acordo com especialistas em economia, se você não precisa dele com urgência e pode poupar o valor que seria equivalente à parcela e até mesmo ao que gastaria com o carro – impostos, manutenção e seguro – é provável que você consiga pagar o valor à vista muito antes do que imagina. Porém, se a compra é uma questão de urgência, o melhor a fazer é pesquisar bem e tentar, ao menos, garantir um bom valor para dar como entrada, o que também diminui o valor total financiado.
CDC ou leasing?
O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) é a melhor opção para quem pretende financiar um veículo, mas deseja quitar as parcelas ou trocar de carro antes do prazo estipulado pelo financiamento. Nesta modalidade, o carro já sai da loja em seu nome. Isso significa que você pode trocar de carro e transferir a dívida quando quiser e sem muita burocracia. Além disso, um dinheiro extra pode ser utilizado para quitar parcelas com desconto. Na prática, funciona assim: se você estiver com as parcelas em dia, pode começar a quitar as últimas com redução de 20, 30, 40 ou até 50% no valor.
Por outro lado, o CDC é um tipo de financiamento mais caro. Ou seja, o valor das parcelas costuma ser maior, pois nele incide o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Já o leasing dispensa esse tributo. A diferença é que se trata de um sistema de arrendamento mercantil. Isso é praticamente um aluguel e o veículo só é passado para o seu nome após a quitação de todas as parcelas. Lembrando também: se optar por adiantar as parcelas, você não terá direito àqueles bons descontos que falamos acima. Ou seja, se você pretende parcelar o veículo e somente fazer a venda ou troca após a quitação, essa é a opção correta e que garante uma diferença de até 10% no valor total gasto com o parcelamento.
Consórcio?
Essa é uma boa alternativa se você não tem pressa ou não deseja gastar altas quantias com parcelas. No consórcio, você pode receber o seu veículo por meio de sorteios, lances ou da quitação total das prestações. Mas é preciso ficar de olho no plano escolhido. Vamos imaginar que esse consórcio seja de 60 meses. Isso significa que você pode receber seu veículo hoje ou daqui cinco anos. Essa pode ser uma excelente opção para quem já possui um veículo e deseja poupar um pouco por mês para a hora da troca ou aquisição de um segundo carro.
Parcelas?
A conta é simples: quanto mais parcelas, maior será o valor gasto com juros no final. O que você deve fazer é resistir à idéia da parcela que “cabe no bolso”. O que isso significa? Que você deve fazer as contas de verdade. Multiplique o número de parcelas pelo valor de cada uma e descubra se está pagando 30, 40, 50 ou até 60% além do valor real do carro. Muitas vezes, o valor da parcela de um financiamento em 60 meses é pouco maior do que o mesmo veículo financiado em 48 meses, mas o valor final é bem diferente. Fique de olho!
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